quarta-feira, 28 de agosto de 2013

VOCAÇÃO SACERDOTAL: UM DOM QUE NASCE DO CORAÇÃO DE DEUS

      


O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Desde sua criação traz inscrito em seu coração esse desejo de buscar a Deus. É uma resposta imediata à criação, pois Deus criou o homem para viver em amizade com Ele, em fraternidade entre si e em harmonia com a criação.
O desejo de Deus presente no coração humano levou-o a expressar essa capacidade de Deus por meio de ações rituais, orações, meditações e de culto. Nas diversas tradições culturais da humanidade sempre estiveram presentes expressões de religiosidade.
No Judaísmo, por exemplo: existiam os sacerdotes da tribo de Levi. Eles eram os responsáveis pelas ações cultuais do povo santo. Eram vigários, pois agiam em nome de Deus para abençoar o povo com benção para as colheitas, proteção para as guerras, perdão para os pecados cometidos, e ação de graças para proclamar a grandeza e a bondade de Deus.
Mais tarde no exílio da Babilônia surgem os rabinos com o surgimento da Sinagoga. Nesse lugar não se oferecem sacrifícios, mas se escuta a Palavra que alimenta a fé do povo e o orienta na fidelidade aos mandamentos.
Na plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho. O Verbo de Deus assumiu a cultura do povo hebreu pelo mistério da encarnação. Valida, portanto as instituições cultuais existentes. Jesus participa inclusive dessas ações.
É circuncidado. José e Maria oferecem o sacrifício previsto pelo resgate da primogenitura, Maria é purificada. De sua adolescência conhecemos o episódio da perda e reencontro no Templo por ocasião da festa anual dos hebreus. Jesus ia ao Templo para rezar.
No inicio do seu ministério público vai a Nazaré sua cidade. É no ambiente da Sinagoga onde proclama seu programa de vida.
Com o auto-entrega da sua vida na Cruz inicia um momento novo, como uma nova criação.
Se da criação nasceu o sacerdócio como expressão cultual representativa da capacidade de desejo inscrita no coração humano, da nova criação realizada pelo Cristo nasce um novo sacerdócio.
Trata-se de "um dom do coração de Jesus", como dizia São João Maria Vianney.
Na ultima ceia, Jesus reúne os seus discípulos e institui a Eucaristia.
Se a Eucaristia gera a Igreja, podemos dizer em igual medida que a Eucaristia gera o sacerdócio.
Eucaristia e sacerdócio se exigem mutuamente.
Por isso que enquanto houver Eucaristia existirá o sacerdócio.
Todo dom comporta uma missão. A missão do sacerdote é em primeiro lugar perpetuar a memória de Jesus obedecendo as suas palavras no rito da instituição da Eucaristia "fazei isso em memória de mim".
Portanto, celebrar cada dia a Santa Missa. Cada vez que um sacerdote celebra a Missa se torna evidente para o povo cristão a necessidade desse ministério. Digo ainda mais: nascem espiritualmente novos sacerdotes.
Anunciar a Palavra de Deus e a chegada do Reino de Deus. Esta é a segunda missão do sacerdote.
Jesus anunciou o Reino com o anuncio da Palavra. Chamou à conversão.
O sacerdote deve fazer o mesmo.
A terceira missão do sacerdote é consequência da segunda: perdoar os pecados de quem quer fazer um caminho de conversão.
Assim o sacerdote faz memória de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.
Continua no meio do mundo a missão de salvação.
Missão essa que já estava presente no coração de Deus quando Ele chamou o ser humano à existência na criação, pois Deus cria para salvar.
O sacerdócio é um dom do coração de Jesus porque assim como o primeiro sacerdócio nasceu da necessidade de responder à capacidade de desejo de Deus presente no coração humano no princípio, na plenitude dos tempos a nova criação nos deu um novo sacerdócio. O primeiro encontra seu pleno significado no segundo.
O primeiro passou: o segundo é eterno, porque é eterna e nova a Aliança.

                                                                     Padre Piamartino Paulo Rocha 

sábado, 24 de agosto de 2013

Bem-aventurada Chiara Luce Badano

            Não há nada de extraordinário ou prodigioso na vida de Chiara Badano. No entanto, nesta jovem que gostava de nadar, esquiar, ouvir música e estar com os amigos, Deus esteve sempre presente.
              A começar pelo nascimento, que Ruggero e Maria Teresa Badano pediram a Deus durante 11 anos e que obtiveram, surpreendentemente, no dia 29 de outubro de 1971, em Sassello, cidade do interior da Província de Savona, na Itália.
          Chiara é persistente, “fora dos esquemas” e atenta aos “mais necessitados”. Em 1981, com nove anos, participa do “Familyfest”, um grande encontro do Movimento dos Focolares. É uma revelação: «Passei a ter uma nova visão do Evangelho – escreve a Chiara Lubich – agora quero fazer deste livro o único objetivo da minha vida!».
     Mas ainda cedo Chiara experimenta o sofrimento. Principalmente quando, por uma incompreensão com a professora e apesar dos seus esforços, deve repetir o primeiro ano do ensino médio. É a primeira vez que ela precisa confiar a Deus não só as alegrias, mas também os sofrimentos. Escreve a uma amiga: «De imediato eu não conseguia entregar esta dor a Jesus. Precisei de um pouco de tempo para me recuperar».
         Aos dezessete anos, durante uma partida de tênis, uma dor aguda no ombro leva à trágica descoberta: um tumor dos mais graves, um osteossarcoma.
           Um veredito difícil de aceitar. Quando volta para casa, depois das primeiras terapias, Maria Teresa a espera: «Chiara, como foi?». Mas ela, sem olhar para a mãe, joga-se na cama, por muito tempo, tomada por uma grande luta interior.  Somente após intermináveis 25 minutos, com o seu sorriso de sempre, diz: «Mamãe, agora você pode falar!». Chiara disse o seu sim a Deus, e desde então nunca voltou atrás.
           «Por ti, Jesus. Se tu queres eu também quero!». As terapias são dolorosas, mas a oferta é sempre decidida. E Chiara não perde nem uma ocasião para amar. «No início tínhamos a impressão de ir ao encontro dela para sustentá-la – conta um amigo seu – mas logo percebemos que entrando no seu quarto sentíamo-nos projetados na aventura maravilhosa do amor de Deus. E não é que Chiara dissesse frases extraordinárias, ou escrevesse páginas e páginas de diário. Ela simplesmente amava».
Quanto mais a doença progride mais a experiência de Chiara torna-se intensa. Chega a rejeitar a morfina porque «tira a lucidez, e a dor é a única coisa que eu posso oferecer a Jesus. É só o que me restou».
            Chiara Lubich a acompanha passo a passo: «O seu semblante tão luminoso – escreve-lhe – demonstra o amor que tem por Jesus. Não tenha medo, Chiara, de dar a Ele o seu amor, momento por momento. Ele lhe dará a força, esteja certa! “Chiara Luce” é o nome que escolhi para você; gosta dele?». (Chiara Luce = Clara Luz, ndt.).
No dia 7 de outubro de 1990 Chiara Luce deixa este mundo. Um último sorriso ao pai, Ruggero, e depois uma palavra à mãe, Maria Teresa: «Mamãe, seja feliz, porque eu o sou!». Uma grande multidão participa do funeral, e, como ela mesma havia pedido, Chiara é sepultada com um vestido branco, «como uma esposa que vai encontrar Jesus».
              «Os jovens são o futuro. Eu não posso mais correr, mas quero passar a tocha para eles, como nas olimpíadas. Os jovens tem uma única vida e vale a pena usá-la bem!», ela havia dito pouco antes de morrer. Os 25 mil jovens presentes na cerimônia de sua beatificação, dia 25 de setembro de 2010, demonstram que, com a sua vida, Chiara Luce Badano testemunhou um modelo de santidade que todos podem viver.



              

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ser Santo sem deixar de ser Jovem




“Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.” 
[João Paulo II]


 




            E aí, você acha que para ser santo precisa deixar de ser jovem, precisa “deixar de viver”? Nada disso! Cada um de nós é chamado a viver em santidade, essa é a nossa primeira e grande vocação, e Deus quer que nós façamos isso da maneira como somos, não é necessário você largar a sua juventude de lado para ser um servo de Deus. Quer ver?
            Há uma diferença entre liberdade e libertinagem, esta é viver com as coisas mundanas, mas nós não precisamos disso. O Papa João Paulo II nos convida a ser santos de calça jeans, isso que devemos vivenciar, devemos sim nos divertir, sair com os amigos, ir ao cinema, lanchar... Nós somos pessoas normais, mas aí que está o desafio, ser sinal da presença de Deus nos lugares que vamos e no que fazemos. Jovens, vamos ser pescadores em todos os lugares, vamos mostrar a alegria gigante que é servir ao Senhor, vamos nos divertir [sempre com discernimento], devemos nos unir para chamar outros jovens também a viver a santidade, a experimentar cada momento maravilhoso. NÃO SEJAMOS EGOÍSTAS, vamos lançar as redes na escola, no shopping, nas amizades, nos shows... e trazer as pessoas que estão “perdidas” a viver aquilo que Deus nos mostra a cada dia.
            Não se pode diante dessa questão ter a hipocrisia de dizer que tudo é fácil, pois as dificuldades existem e são muitas, principalmente porque o inimigo de Deus quer acabar com o futuro do mundo, que é a juventude, e lança muitas tentações [lixos embrulhados como belos presentes]. E um jovem santo é aquele que vai contra essa corrente, combate o mal, entrega o seu dia e a sua vida a Deus, mas nunca se entrega ao mal. Jovem santo é aquele que reconhece as próprias fraquezas, mas que sempre se ergue com a ajuda de Deus. Ser santo sem deixar de ser jovem é simplesmente VIVER apoiado em Cristo. Jovem santo é aquele que usa a sua juventude para mostrar a ALEGRIA DE SERVIR A DEUS!
Dieyson Galvão JLC